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É tudo sobre a razão

É tão bom ver suas concepções escritas por outros.

“Mesmo depois da crise que mostrou a capacidade do mercado de tomar decisões absurdas e suicidas por muito tempo, ainda encontro boas almas defendendo que a gestão estatal é, por definição, sujeita à corrupção, e o setor privado, por natureza é sempre mais eficiente. Não discuto. Religião é coisa que não se enfrenta com argumentos racionais.

Mas os fatos, às vezes escondidos em pé de página de alguns jornais, acumulam-se para atrapalhar quem tem uma visão estereotipada da vida. Ainda há de surgir um teórico bacana para mostrar por que não há vedades definitivas em ciências sociais, e que o conflito entre os interesses individuais e os coletivos sempre será mais complexo do que calcula a vã teoria economicista.”

Quem escreveu isso foi Sergio Leo. De certa forma, me envergonho de,  enquanto bacharel em Ciências Econômicas, ter que concordar com ele. Mas ao mesmo tempo, me sinto confortado de não ser o único a não entender a fidelidade a ideais sócio-econômicos como algo supremo, de não entender de como conseguem colocar a ideologia acima da racionalidade, perdendo assim todo o seu sentido. (E isso é mais que auto-explicativo etmilogicamente falando).

O post completo aqui.

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Quote of the day

Antigamente as pessoas gastavam tempo para economizar dinheiro, hoje, elas gastam dinheiro para economizar tempo.

#minhacabeçaexpludiu

P.S.: Autor desconhecido, se alguém souber, por favor.

// drops / renault (sandero~piquet)

Da série “pronto, falei”, todos já devem ter visto a propaganda do Renault Sandero que está passando na TV aberta em horário so-called nobre. Eu já disse lá no twitter que eu não sei o que é mais ridículo: o carro ou a propaganda. Aquele final “nem sob reza brava” eu classifico como o diametralmente oposto ao fechar com chave de ouro. Esses dias vi um desses ‘ao vivo’, confesso que é um pouco menos feio do que na propaganda.

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Mas esta não foi a primeira decepção com a montadora franceza. O Logan veio primeiro. Este sim, um dos carros de série mais feios que eu já vi. Imagino que a missão da Renault tenha mudado para algo como “Ser reconhecida mundialmente como a montadora responsável pelos carros mais horríveis do planeta”. Pelo nisso tem obtido êxito.

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Quem não tem obtido êxito nesse ano é a ING Renault F1 Team. Alonso, que outrora afirmara que os engenheiro teriam que trabalhar muito para melhorar o carro se quisessem tê-lo na equipe, recentemente confessa que o lugar ‘normal’ da Renault no grid é, ceteris paribus, a 9ª colocação, ficando atrás de McLarens, Ferraris, BMWs e um mixto entre Willians e Toyotas.

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Nelsinho Piquet (ou Piquet Jr., como preferir), figurante coadjuvante e companheiro de equipe de Alonso, até o momento nada fez além de um insignificante 11º lugar. A mídia brasileira acalenta-o dizendo que o coitado está sofrendo de “pressão de estréia”. Não desmerecendo o filho do talentoso, mas alguém lembre a mídia que no ano passado, o estreante Hamilton e também companheiro de equipe do bi-campeão mundial, cravou um 3º lugar na primeira corrida, um 2º lugar na segunda e só não levou o caneco do mundial porque não quis. Tudo bem que a Renault não está muito bem das pernas, mas esse papo de ‘estreante’ não encaixa. Como já dizia meu tio: “desculpa de aleijado é muleta”.