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Nesilnho #fail

Sempre fui fã de F1. Gosto do esporte pelo que ele é, não pelos pilotos brasileiros que lá estão. Algo que muito me incomoda e, por consequência, irrita, é a babação de ovo do Galvão pelos pilotos brasileiros na competição, chega a ser uma espécie de ufanismo exacerbado.

Para se ter ideia, o nosso estimado locutor chegou ao ponto de dizer que o péssimo desempenho apresentado por Nelsinho Piquet no início da temporada 2008 (ano em que estreou na competição) era porque ainda não conhecia as pistas (Melbourne, Bahrein, Malásia), mas que quando chegasse a ‘temporada europeia’, cujas pistas Piquet já conhecia das categorias de base, seu desempenho melhoraria substancialmente a ponto de colocar em dúvida o favoritismo de Alonso na Renault.

Bom, como todos sabem, não foi bem isso o que aconteceu. Se houve uma melhora de desempenho, foi de péssimo para medíocre — pelo menos agora terminava os GPs, às vezes, na zona de pontuação.

(Decerto Galvão se esqueceu que no ano anterior quando Hamilton estreou na F1 fez *nove pódios consecutivos*)

Seja como for, fato é que a vida de Nelsinho na F1 pode ser menor do que muitos pensaram ou esperavam. Flavio Briatore, que já há um tempo tem se mostrado insatisfeito com o desempenho do piloto, deu três GPs para Nelsinho honrar o nome do pai e mostrar que merece sua vaga na F1. Nada mais justo.

Não que eu esteja torcendo contra (ainda que, patriotismo, principalmente em se tratando de esportes, nunca foi o meu forte), mas adoraria ver o Galvão tendo que se explicar porque um pilota outrora tão promissor durou menos que um ano e meio.

Se há uma conclusão que se pode tirar disso tudo, esta é: “Filho de piloto, pilotinho não é”. Os números que o digam.

// drops / renault (sandero~piquet)

Da série “pronto, falei”, todos já devem ter visto a propaganda do Renault Sandero que está passando na TV aberta em horário so-called nobre. Eu já disse lá no twitter que eu não sei o que é mais ridículo: o carro ou a propaganda. Aquele final “nem sob reza brava” eu classifico como o diametralmente oposto ao fechar com chave de ouro. Esses dias vi um desses ‘ao vivo’, confesso que é um pouco menos feio do que na propaganda.

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Mas esta não foi a primeira decepção com a montadora franceza. O Logan veio primeiro. Este sim, um dos carros de série mais feios que eu já vi. Imagino que a missão da Renault tenha mudado para algo como “Ser reconhecida mundialmente como a montadora responsável pelos carros mais horríveis do planeta”. Pelo nisso tem obtido êxito.

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Quem não tem obtido êxito nesse ano é a ING Renault F1 Team. Alonso, que outrora afirmara que os engenheiro teriam que trabalhar muito para melhorar o carro se quisessem tê-lo na equipe, recentemente confessa que o lugar ‘normal’ da Renault no grid é, ceteris paribus, a 9ª colocação, ficando atrás de McLarens, Ferraris, BMWs e um mixto entre Willians e Toyotas.

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Nelsinho Piquet (ou Piquet Jr., como preferir), figurante coadjuvante e companheiro de equipe de Alonso, até o momento nada fez além de um insignificante 11º lugar. A mídia brasileira acalenta-o dizendo que o coitado está sofrendo de “pressão de estréia”. Não desmerecendo o filho do talentoso, mas alguém lembre a mídia que no ano passado, o estreante Hamilton e também companheiro de equipe do bi-campeão mundial, cravou um 3º lugar na primeira corrida, um 2º lugar na segunda e só não levou o caneco do mundial porque não quis. Tudo bem que a Renault não está muito bem das pernas, mas esse papo de ‘estreante’ não encaixa. Como já dizia meu tio: “desculpa de aleijado é muleta”.